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Cavaleiros do Zodiaco - A Saga de Baal.

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Cavaleiros do Zodiaco - A Saga de Baal.

Mensagem por Pontus Maximus em Sab 21 Fev 2015, 16:51

Cavaleiros do Zodiaco - A Saga de Baal.

A Paz e o amor são dois dos maiores tesouros que se pode ter e que alguém deseja, porém muitos são os seus inimigos, a Terra desde os tempos antigos já enfrentou inimigos poderosos que queriam deturpar a harmonia do Cosmo, e sempre que isso acontece os Cavaleiros da esperança surgem para protege-la.

Diz a lenda que Deus manda Atena a cada duzentos anos sempre que necessário, como um anjo da guarda, ela e seus defensores já enfrentaram desde inimigos entre os deuses do Olimpo até ameaças vindas do próprio inferno como Lúcifer antigo Querubim Ungido da Guarda, hoje nada mais é do que o príncipe dos caídos, e assim como das outras vezes os inimigos da Paz e do Amor são de origem também distante da cultura grega, mas ainda sim inimigos poderosos, Baal o senhor dos deuses súmerios deseja vingar-se do Deus Todo Poderoso destruindo Atena e deixando a Terra vulnerável aos seus poderes e a humanidade ao sua mercê, Baal fracassou no passado mas tinha planos de tentar conquistar e destruir o mundo como conhecemos e iniciar outro sendo mais parecido consigo mesmo. O deus súmerio não esta sozinho nesse empreitada, seus asseclas desde o mais baixo escalão (como humanos e pequenos demônios) até deuses de outrora, Dagon o senhor da fertilidade e da guerra, Astarote deusa dos prazeres e da lua, Mammon o deus da riqueza e dos avarentos, Nergal o noivo da escuridão, Moloque o que carboniza crianças em seu caldeirão profano, deus da cidade dos carbonizados, sendo ele mesmo o senhor dos amaldiçoados, mais que todos ele deseja vingança, Nisroque o senhor do fogo de Asur e completando o Panteão esta o próprio Baal o senhor dos deuses vingativos.

O que todos eles tem em comum além do desejo de conquista e vingança? Todos possuem o mesmo mensageiro, o mesmo emissário, um semi-deus morto vivo, que acredita-se ter sido ele o responsável por incentivar a construção da primeira Torre de Babel, seu nome é Ninrode O Poderoso Caçador, e desde os tempos antigos o que ele quer ele caça e consegue, nesse mundo nenhuma presa mortal consegue escapar do seu arco que pode tanto pulverizar como apenas paralisar, sendo rival a altura do Arco da Armadura de Sagitário, não, pelo contrário, o Arco de Ninrode é superior, muito superior.

O mundo a tempos nunca esteve em uma paz absoluta, apenas em uma paz parcial como agora, os conflitos crescem, catástrofes naturais surgem mas ainda é possível reconstruir o passado até certo ponto. As vezes é necessário um caçador para pegar outro caçador, um lobo para pegar outro lobo, vindo das Terras gélidas de Asgard um homem comum vestindo sua armadura sagrada nórdica busca por pistas do paradeiro de Ninrode antes que ele faça mais e mais vitimas, esse homem tem outro objetivo em comum que é redimir sua terra natal dos crimes que Poseidon cometeu contra os Cavaleiros de Atena e a paz na Terra, quando o deus dos mares controlou a mente da antiga guardiã nórdica Hylda de Polaris fazendo-a se voltar contra sua vontade contra Atena e a todos no mundo, esse emissário deseja restaurar a paz e reconciliação entre os Nórdicos e Gregos, tudo que o Cavaleiro solitário descobriu é que Ninrode gosta de presas fortes, pessoas com um cosmo latente mais aguçado que os outros são seus alvos favoritos porém presas pequenas com cosmos menos desenvolvidos, menos treinados também são seu alvos quando é preciso, Ninrode nunca dispensou uma caçada seja ela contra uma criança ou um deus. Mais uma vez os Cavaleiros do Santuário, os Cavaleiros de Asgard e os Cavaleiros de Aço saem em mais uma missão perigosa. 

A segunda pista é que Ninrode tem caçado pessoas que acreditam em alguma divindade com mais afinco, não importa a qual seja a cultura, todos devem ser protegidos assim se inicia a Saga de Baal.

Parte Um- Os Guerreiros do Zodíaco.

Em algum lugar da Polônia, uma Igreja ao qual os habitantes de uma cidade de médio porte se reúnem, o dia parece calmo e sereno, poucas nuvens no céu e uma brisa agradável, as pessoas comuns desde guardas, policiais e civis em sua maioria transitam livremente em seus afazeres diários, o dia parece bom e promissor para todos, mas por volta das 10 horas e 30 minutos daquele dia uma alma perturbada corre pelas vielas e pelas ruas, ofegante e cansado ele esbarrar em algumas pessoas, suas roupas não são de um civil comum, ele veste-se como um soldado grego, típico do Santuário de Atena, e carrega consigo algo, o que parece ser uma câmera filmadora ou uma máquina de fotografias. Olhando para trás enquanto corre e para todos os lados como se estivesse paranóico ele avança para o único lugar que acredita poder encontrar um abrigo, a mesma Igreja que os habitantes locais freqüentam, ele olha para a cruz no alto da mesma e pensa em ir direto para lá, correndo pelo corredor principal procurando um lugar para descansar, a Igreja quase vazia, e apenas um reverendo protestante e um padre local e algumas poucas pessoas cuidavam do recinto, pelo ar da conversa eles estavam de bom humor, fazendo até mesmo os faxineiros da pequena Igreja rirem, mas esse clima logo muda quando o homem adentra pelas portas duplas dando passadas pesadas, sua corrida da lugar a passos mais lentos até que ele chega próximo dos dois, exausto pedindo ajuda.

-Por favor......... preciso me esconder.........

O Reverendo o ampara de um lado enquanto o padre do outro, carregando o homem que trazia consigo uma filmadora e uma câmera fotográfica. O reverendo se pronuncia.

-Rápido me tragam um pouco de água.

Os faxineiros correm para busca-lá enquanto o padre também se pronuncia;

-Vamos leva-lo para a enfermaria.

E assim cuidaram do homem que se veste como um guarda do Santuário, depois de mais calmo e mais relaxado ele agradece:

-Obrigado meus amigos, mas eu preciso de ajuda, preciso me esconder.

O Reverendo protestante e o padre se olham e perguntam:

-Se esconder? De quem? 

O Padre completa:

O que foi que você andou fazendo meu filho?
O Clima de tensão aumentou, pois tanto um como o outro temiam que aquele homem fosse algum bandido, mas como e eles se olharam por alguns segundos, mas o homem que ali estava percebeu que eles estavam desconfiados de alguma coisa, de que ele fosse um marginal. Mas ele se precipita e responde:

-Fiquem calmos, não sou criminoso, olhem vou lhes mostrar uma coisa, tenho aqui comigo uns vídeos que gravei que precisam chegar as mãos certas, mas não se pode confiar muito nas pessoas hoje em dia, olhem o que eu trago e saberão do que eu estou falando, como podem ver eu venho do Santuário da Grécia onde reside muitos Cavaleiros e aspirantes de todo o mundo, assim como eles quero fazer minha parte.

Para conquistar a confiança do reverendo e do padre ele entrega a filmadora e a câmera, terminando de falar ainda ofegante, ambos desconfiados começaram a analisar o conteúdo mas pelo que mostra as imagens o conteúdo da filmadora e da câmera é bem, inusitado para alguém que corria fugindo do “diabo em pessoa”, o padre olhou a câmera enquanto o reverendo protestante a filmadora, as imagens contidas nelas eram de mulheres Amazonas e Aspirantes em momentos íntimos, em suas próprias casas ou em momentos de descanso, onde elas tiram as máscaras para descansar, e em outros casos quando estão se banhando depois de um dia inteiro de treinamento. 

O Padre olhou para ele com uma cara de quem tem um pecador na sua frente precisando se confessar com urgência, enquanto o reverendo também fez uma cara de quem quer dizer “toma vergonha bicho safado” e o reverendo se pronuncia:

-Hum..... então é isso? É delas que você esta fugindo? Se me lembro bem, a lei das amazonas diz que o homem que ver seu rosto tem que mata-lo ou ama-lo, e pela sua cara elas descobriram e estão vindo atrás de você não é isso?

O Guarda do Santuário todo encabulado fez um ar cômico e lhes respondeu:

-Sabe como é né? Viver em um lugar onde todas as garotas não pode mostrar o rosto nunca acaba despertando uma curiosidade irresistível as vezes hahahahah.

O Padre muito indignado indagou:

-Meu filho você sabe que trouxe a morte pra nós também, se elas souberem que vimos o conteúdo disso aqui.

O padre fez um certo ar de que ele merecia ser entregue a elas e deixa-lo a própria sorte, mas logo se recompôs, no mesmo instante todo sem jeito de se expressar e com nervosismo ele gesticula pedindo calma e se pronuncia mais uma vez: 

-Espera, espera, elas não precisam saber que os senhores viram isso não, bom eu estou fugindo delas também sim, mas também tem outro motivo, que talvez vocês possam ajudar, não levo na Policia primeiro porque alguns deles estão comprados para logo que virem as provas, destruí-las, sabe como é forte o poder do suborno. Mas por gentileza voltem as imagens desde o inicio e os senhores verão o que eu estou dizendo faz sentido, mas eu juro que se eu sair vivo dessa nunca mais faço essas coisas.

Enquanto dialogavam no interior da Igreja, um homem desconhecido se aproximava caminhando pelas ruas, suas vestimentas eram bem típicas da cultura viking, um homem de cabelos loiros e cumpridos e parecia que sempre que respirava, por alguns instantes, cristais de gelo faziam-se aparecer para logo sumirem em seguida, o estranho homem com certeza era poderoso fisicamente e as pessoas o olharam com curiosidade e algumas moças com admiração, se tratando das garotas ele até sorria levemente pois gostou do assédio visual delas, mas quando ele parou a aproximadamente 70 metros da Igreja seu sorriso se desfez e seus ouvidos desde longe já ouvia a conversa do guarda, do padre e do reverendo, não era uma amazona furiosa que estava ali, parado olhando para o interior do recinto ele aguçou ainda mais seus ouvidos para saber se a pista que tinha de Ninrode realmente era verdadeira ou mais uma pista falsa.



O Conteúdo que realmente interessava aos presentes naquele recinto iria ser mostrado, ao retroceder as fotos e os vídeos para o seu ponto inicial, o reverendo protestante e o padre observam que a câmera não era originalmente do guarda do Santuário mas sim de um repórter investigativo, o repórter se apresenta logo no inicio do vídeo, alguém chamado James Mason, ninguém famoso na mídia mas sim alguém que se mostrou ser talentoso, sua fome de conhecimentos de certa forma proibidos mostrou-se ser sua ruína, os primeiros minutos de vídeo mostram ele e alguns de sua equipe descendo do furgão pessoal de James e atravessando a faixa de isolamento do território que ficava amarrada as árvores, fotografando e filmando evidências estranhas de cultos a muito esquecidos, o local estava lacrado pela policia que, na época estava oficialmente terminando de encerrar o caso (foi o que James narrou para a câmera). As filmagens eram feitas de dia e estava claro o lugar mas assustava mesmo assim, desde que entraram na floresta podia-se ver sinais de velas derretidas debaixo de algumas árvores e junto a pedras empilhadas.

-Cara acha seguro estarmos aqui? Mesmo na luz do dia não vemos ninguém, e quase nem se quer se ouve barulho nessas matas, parece que tudo que vivia aqui fugiu ou morreu.

Um dos amigos de James indagou a equipe:

-Rapaz, também não quero ficar muito tempo aqui não, eu te entendo Harry.

Respondeu o repórter e continuou:

-Mas a carta que recebi me deixou de alma perturbada, sou curioso mas não sou burro, acredito que vai valer a pena estarmos aqui.

Outro colega da equipe perguntou:

-Velho você acredita em tudo que lê? Isso ainda vai te meter numa roubada, mas não sei porque essa mata, essas arvores, parece que estão........ sei lá, parece filme de terror. Mas eu digo uma coisa, se tua pista estiver certa James vai ser a reportagem do ano e a gente vai subir na vida rapinho, e outra coisa, quem é mesmo o remetente da carta?

James responde:

-O Remetente da carta não quis deixar o nome, tipo básico pra quem quer se manter anônimo, mas a carta como eu já mostrei pra vocês não é uma carta comum.

Harry interrompe:

-As vezes acho que esta aqui é uma mera perda de tempo, a policia já viu e levou tudo que é tipo de evidência.

James respondeu:

-A carta tem um tipo de “mapa” que mostra algo que os investigadores dificilmente encontrariam o lugar onde esta o que vimos buscar. 

Caminhando um pouco mais para dentro da mata e das árvores 

O outro colega faz uma afirmação:

-Aquela casa ali não foi onde mataram o casal? Tipo esse lugar não ia ser onde iriam rodar um novo filme de terror?.

James confirma:

-Isso mesmo todo esse lugar ia ser rodado um filme aqui, porém algum maluco seqüestrou um casal que tinha rixas antigas e matou os dois lá dentro, bom isso foi o que saiu na mídia e o que é oficial para a Policia, mas nos não vamos ter que entrar naquela casa, o que vimos buscar esta em algum lugar aqui fora mesmo na mata.

Uma casa de dois andares isolada no meio da floresta, porém nada ali interessava para eles, James para a uma certa distância da residência e chama seus amigos de trabalho:

-Pessoal, um momento, é por aqui.

James conduzia seus amigos para um local mas para entre as árvores do que para a mata, ele observa o Jim que fotografava o ambiente em busca de alguma coisa e olha para trás e filma por alguns instantes outro dos amigos que quase não havia aparecido nas filmagens e permanecia quase o tempo todo calado, ele era o único que carregava ferramentas ao invés de equipamentos de filmagem, como pás e picaretas, James brincando chama o amigo:

-Puxa Pietro, “cala essa boca, o sujeito que fala”.

Todos ali riram junto e até mesmo o Pietro calado achou graça. Enquanto Jim se pronucia:

-Aonde é que nos vamos James? Estamos indo a lugar nenhum, quem esconderia algo enterrado aqui?

James pede paciência:

-Calma galera espera só um pouco.

Instintivamente ele abaixa a câmera e mostra nesse instante ele retirando de um dos bolsos algo semelhante a uma lente antiga mas ele não a coloca na câmera e sim em um dos olhos, os demais perguntam:

-O que é isso?

James:

-O lugar esta por aqui, essa lente que veio junto com a carta vai me ajudar a encontrar uma árvore falsa, uma ilusão, que de acordo com o remetente ela vai sumir depois de receber um golpe forte, perai, perai, ali achei.

Se aproximando do local ele pede uma das ferramentas ao Pietro, enquanto todos os demais observam, ele se prepara para lançar o golpe e diz:

-Lá vai.

Logo depois que golpeia a ilusão, a mesma começa a rachar emitindo uma pálida luz amarelada que liberava um tipo de “pólen” no ar, a enorme “árvore” rachou rápido e seus pedaços se desfizeram no chão sumindo, levantando um tipo de vapor semelhante a fumaça enquanto se dissolvia, os demais se preocupam:

-Caraca maluco, sinistro.

Disse o Harry, depois de se recomporem James filma o chão mas parecia não haver nada ali a não ser chão duro.

-Só pode ser aqui, bom galera mão na massa.

Depois de um tempo se preparando, James passa sua filmadora para o Harry enquanto Pietro, Jim e ele mesmo passam algum tempo cavando o chão.

Pietro pelas poucas vezes que se manifestou fez uma pergunta:

-O que é que estamos procurando mesmo? Um baú, uma arca ou coisa assim? O que dizia na carta que você recebeu?

Respondendo James dizia: 

-Alguém aparentemente do Santuário confiou a mim a tarefa de achar um baú escondido e uma espécie de Urna antes que os infiltrados na policia descobrissem esse lugar, com certeza estamos lidando com algo grande aqui, se der certo, vamos subir na vida rapidinho com o escândalo que vai vir detrás do que vamos tirar daqui.

Jim se preocupa e fala:

-Cara não sei se é coragem ou burrice que nos convenceu a vir até aqui, Santuário onde vivem os cavaleiros deveriam ser informados sobre esse lugar e não nós.

James enquanto cava responde:

-Acho que o nosso misterioso informante não teve chance ou tempo de chama-los, ou preferiu buscar ajuda de estranhos em um ato de desespero, sei lá, seja o que for não quero apenas fazer sucesso, também gosto de fazer a coisa certa.

-Meu herói.

Disse Pietro em tom de gozação, mas depois de abrirem um buraco após quase uma hora de conversas e trabalho eles encontram algo, e logo se apressam em desenterrar o objeto, Jim ajuda a tirar do buraco um baú não muito grande mas um pouco pesado, se não fosse pela terra em cima dele, o baú teria aparência de novo, James tira algo do bolso e joga para Harry que filmava e fotografava, ele logo abria o baú depois de abrir o cadeado. Antes de conferir o conteúdo do mesmo os demais voltam a cavar um pouco mais até conseguirem encontrar a tão mencionada urna.

-Vamos precisar de músculos aqui, coloca essa câmera no tri-pé e nos ajuda Harry.

Os quatro amigos fazem um grande esforço, puxando a urna com ajuda de algumas cordas amarradas na mesma, até que finalmente conseguem tira-la do buraco.

As filmagens param por um período de tempo e voltam a ser gravadas novamente dentro do furgão, enquanto Jim dirige o veiculo os outros estão na parte destras do veiculo admirando e limpando a urna e conversavam:

-Cara, será que tem uma daquelas armaduras mágicas dos cavaleiros? 

O próprio James se perguntou, e olhou para Harry, enquanto fotografava o conteúdo do baú, todos pareciam ser pergaminhos e papiros antigos, mas muito bem conservados, então aquilo começou a incomodar James que estava dividido entre sentimentos e se lembrou de uma frase na carta que dizia: “Sei que fará a coisa certa” ele disse isso em voz alta e os outros se perguntavam:

-Como é?

James responde:

-Não nada, eu apenas pensei alto.

Mas logo os minutos que se seguiam de viagem ele ficou em silêncio apenas gravando e se pronunciou:

-Pessoal na boa, acho melhor tentar encontrar alguém do Santuário e mandar isso pra lá, sabe, e esses papiros ai Harry o remetente falou que deveríamos destruir e não leva-los a impressa. 

Jim indagou:

-Depois de todo esse trabalho que tivemos, sei que tu deve estar preocupado mas cara, no máximo vamos ser alvo de um inquérito e nada mais, as evidências vão para uma instância maior, os Cavaleiros nos darão uma boa recompensa e tudo vai ser ajeitar naturalmente, seremos vistos como heróis.

-Sei não.

Respondeu James:

-É como vocês falaram, porque os próprios heróis da Grécia não estão aqui? Acho que tem corrupção acontecendo lá também, é melhor a gente esconder a Urna por enquanto e queimar os pergaminhos e até mesmo apagar essas fotos que o Harry esta tirando.

- O quê? 

Disseram todos, mas logo se calaram, obviamente as opiniões estavam divididas e um ar de preocupação entre os amigos se ergueu. Jim que dirigia se pronunciou:

-Conheço um lugar longe daqui acho que lá a gente pode pensar em fazer alguma coisa, estamos cansados, depois de um lanche e uns refrigerantes a gente vê isso com mais calma. Mas o que? Uê cadê a estrada?.

Uma densa neblina se levantou e Jim não conseguia ver direito o que havia em sua frente. Os demais foram ver o que se passava e depois de algumas curvas eles se deparavam numa floresta muito parecida com a que eles estavam, dirigindo a esmo, James e os outros olhavam para fora tentando entender o que se passavam não era aquele caminho que eles haviam pego durante a ida.



Subitamente barulhos de pneus estourando, os quatro ao mesmo tempo e o furgão teve que parar. 

-Putz, ferrou tudo agora!

Reclamou Jim sem saber o que fazer e com medo, instintivamente James que não havia falado com ninguém até aquele momento joga sua câmera filmadora para o Pietro que a pega no ar meio desajeitado.

-Continua gravando:

Disse ele enquanto pegava uma arma do coldre escondido detrás da sua roupa, ninguém havia percebido o volume do objeto devido a jaqueta que usava naquela hora, um Revolver calibre 38.

-Você ta armado cara? Pra que trouxe isso?

Pietro e Harry perguntaram quase ao mesmo tempo e o clima entre eles ficou ainda mais tenso.

James se pronuncia:

-Galera, eu meti vocês nessa agora vou tira-los, isso aqui veio junto com a carta e quem quer que tenha mandado isso pra mim parece que fez muito bem. 

Pietro que pouco falava demonstra preocupação:

-Será que o dono disso aqui veio reclamar devolução?

Apontando para a Urna e o baú. 

-Acho melhor devolvermos quem sabe deixam a gente ir embora.

Disse Harry, mas James que estava dividido entre o sucesso e fazer o certo olhou para a Urna e para o Baú e pensou em protege-los até saírem dali, mas também teve medo por seus amigos.

James apenas disse:
-Ninguém sai daqui, vamos esperar um pouco qualquer coisa mando chumbo grosso em quem estiver lá fora.

Harry mostrando preocupação mais do que os outros:

-Cara, se for um cavaleiro é melhor passarmos isso adiante e devolver, não temos a menor chance contra esses caras. 

James olha para Jim que dirigia o veiculo:

-Jim consegue ver alguma coisa? Usa a lente de aumento da tua câmera para ver mais longe como um binóculos. 

James ali parecia ser o mais cabeça fria, sempre pensando em soluções antes de se precipitar em uma ação, mas ficou um tempo sem resposta, Jim procurava uma saída, tentava encontrar a estrada mas a floresta e sua neblina era tudo que viam, mas de repente Jim se agita com que começa a ver.

-O quê é isso? Meu Deus o quê é isso?

Diante de seus olhos ele podia ver, figuras humanas vestindo um tipo de armadura saindo de dentro das árvores, algumas armadas com bestas medievais e logo cercaram o veiculo, estavam cercados e numa reação instintiva de auto-preservação eles se abaixavam dentro do carro depois que os homens armados com bestas disparavam na direção do veiculo fazendo pequenos furos, mas logo pararam o ataque como se estivessem esperando uma reação dos que estavam dentro do furgão, o silêncio que se seguia era assustador até que o mesmo foi quebrado quando um som vindo de outro veiculo se aproximava, estacionando a alguns metros de segurança. 

Do lado de fora alguns homens armados dessa vez com armas mais modernas como escopetas e submetralhadoras e vestindo roupas sociais se aproximavam do carro, com certeza não era a policia para aprende-los por invasão de cena de crime ou nada do tipo.

Um assobio corta o ar e uma voz surge:

-Cavalheiros? Se estiverem me ouvindo e não estiverem tremendo demais de medo poderiam fazer a gentileza de sair para apreciarmos melhor seus rostos? Por favor andem logo não temos o dia todo, quanto mais rápido saírem mais rápido tudo terminará sem muitos problemas, vou contar até dez senhores, 1.......2..........3..........4...........

James que se sentia responsável por tudo disse:

-Estamos saindo não atirem.

Sem ter escolha os quatro saiam do veiculo de mãos para cima e James ainda segurava o seu revolver em uma das mãos e o jogava no chão em sinal de rendição.

-Olhem para mim.

Disse a voz que vinha em direção do outro carro, uma figura de homem estava de pé em cima do veiculo e não dentro dele, seu jeito era semelhante a uma versão macabra de um personagem de histórias infantis.




E Continuava:

-Muito obrigado por trazer nossos tesouros até nós, mas agora vocês não são mais necessários, no entanto você Harry será bem recompensado venha para cá e traga tudo sim.

James e os demais sentiram o peso da traição e Jim se pronuncia:

-Harry? Você entregou nossas cabeças? 

Nesse momento um dos arqueiros dispara uma de suas flechas, antes de que a seta saísse da arma ela tornou-se feita de luz vermelha e acerta a clavícula do Jim que cai no chão se contorcendo de dor.

A estranha figura se manifesta:

-Silêncio cavalheiros, darei a vocês a chance de salvarem suas vidas, só precisam esperar minha permissão para falar e eu deixarei que comprem suas vidas.

Harry abaixa os braços e passa adiante deles e tenta confortar os seus ex-amigos:

-Galera não me levem a mau, são negócios, e não precisa terminar assim, o senhor Mammon sempre paga bem ao seus subordinados aceitem a oferta e tudo estará bem.

Quando passou por Jim caído no chão o mesmo se pronuncia:

-Filho de uma égua, tomei uma flechada por sua causa aaaaai..........

Jim sentia dores apesar da ferida não escorrer muito sangue e a flecha de luz vermelha permanecia encravada em sua clavícula, enquanto isso Harry pegava o baú e recolhia as câmeras filmadoras e fotográfica com todo o seu conteúdo, ele colocou o baú menor para o outro veiculo e recebeu a ordem da figura estranha para voltar e pegar a urna com a armadura sagrada, com as alças da urna ele com dificuldade a suspendeu em suas costas e a levou para o interior do veiculo que também era um furgão, terminando tudo ele não saiu mais do carro, já havia cometido o ato de traição e estava com tudo que fora encontrado, no entanto ele se esqueceu de desligar as filmadoras e numa posição estratégica (ou por azar) de um jeito que filmava a cena do lado de fora da Van de modo incriminador, com os alto-falantes e microfones no máximo, as pernas da criatura estavam balançando acima do veiculo dando o entender que ele se sentou para continuar sua conversa, o estranho disse:

-Tragam os três até aqui.

Os guardas de armadura os levaram a força para junto dele e os colocaram de joelhos com as mãos na cabeça. 

-Cavalheiros, eu poderia mata-los aqui mas não é assim que gosta de agir o meu senhor Mammon, então lhes farei uma oferta se aceitarem ficarão vivos e bem abastados por assim dizer, basta aceitarem a proposta que vou lhes fazer, se disserem sim, tudo ficará, bem mas se disserem não, bem ai a coisa muda de figura, pois bem, explicadas as regras vamos ao que interessa: Vocês aceitam que o senhor Mammon o deus da riqueza e dos avarentos sejam o seu senhor de agora em diante para, sempre? Aceitam sua proposta de criarem um mundo melhor de pessoas ricas e poderosas onde vocês estarão neles se entupindo de comida e bebida da melhor qualidade? Sem a interferência incomoda de Atena e seus seguidores e principalmente daquele que esta acima dela?

James foi o primeiro a responder com uma cusparada para o auto em direção a estranha criatura, que por sua vez ele replica:

-Tsc, Tsc, pelo visto temos alguém aqui que a fortuna não consegue comprar, é uma pena, um jovem tão promissor, matem ele por gentileza.

Nesse instante quando iam tirar a vida do repórter investigativo que demonstrou força caráter maior que a vontade de ter sucesso na carreira profissional uma luz poderosa sai da urna, em todas as direções, as câmeras não conseguiam registrara o que se passava mas podia-se ouvir barulho de metal sendo rasgado, barulho de tiros, e “mágicas” sendo realizadas, as câmeras paravam de filmar no ângulo perfeito e apenas registravam os sons.

-QUE LUZ É ESSA, NÃO CONSIGO VER NADA.

Eram o que gritavam inclusive a figura estranha, mas pelo pouco que se pode deduzir é que ouve uma luta corporal ali naquele lugar entre os capangas do senhor Mammon e os repórteres lutando por suas vidas, gritos alucinados ouviam-se naquele momento e depois disso uma mão surgia na lente da câmera, só que dessa vez revestida de uma manopla metálica, a câmera filmou o rosto do dono daquela mão, era James vestindo a armadura sagrada desconhecida, e em sua outra mão estava o seu revolver, provavelmente ele o recuperou quando viu uma brecha para salvar sua vida e a de seus amigos, ele muito nervoso pegava sua filmadora, uma das máquinas fotográficas do Harry e a urna onde estava a armadura, tirando-a do interior do furgão severamente danificado. 

Sua respiração era ofegante, mas seu desejo de filmar aquilo o fez fazer os últimos minutos gravação, algo que deveria ser mostrado para pessoas certas, mas quem? Foi a pergunta que veio em sua mente.

-JIMMMMMMMMMM, PIETROOOOOOOOO CADE VOCÊS?

Ele não viu seus amigos em direção nenhuma, apenas consegui ver algum dos soldados e seguranças pessoais do estranho homem que se dizia ser emissário de alguém chamado Mammon, eles estavam caídos ao chão, mas começavam a se levantar.

-Droga.

Disse James antes de sair em disparada em direção a mata a dentro, ele sabia que os seus algozes não estavam mortos, apenas atordoados, e correu floresta a dentro tendo a certeza que ouvia passos vindos em sua direção para alcança-lo, consegui uma boa distância mas não o suficiente, quando olhou para trás ele registrou o estranho homem com aparência sinistra voando em sua direção, com a outra mão James atirou com sua arma obrigando o estranho ser a se desviar mas um dos tiros o acertou, fazendo recuar um pouco para depois avançar novamente sobre ele.


Pelo balanço da câmera filmadora James parecia estar mais rápido, veloz como um atleta olímpico, sua velocidade aumentou bastante, nada de sobre-humano mas sim se assemelhava a um eqüino, um cavalo bem treinado, porém subitamente um brilho com um tom púrpura parece explodir em suas costas, fazendo-o ser arremessado para longe, e aparentemente derrubando uma árvore com o próprio corpo e caindo mais a frente rolando, deduziu-se isso devido a câmera totalmente fora de foco e girando filmando tudo e nada ao mesmo tempo, até que ela para em um ponto especifico, filmando apenas o cenário a frente e as mãos de James, por incrível que pareça, o repórter em inicio de carreira não largou nem a maquina fotográfica e nem a filmadora que sobreviveram ilesas ao baque poderoso, nesse instante, James com muita dificuldade tenta rastejar para escapar, mas a natureza a sua frente muda, de floresta passa a ser uma estrada de pedras como uma rua em algum lugar da Europa, e de relance, podia-se ver algumas pilastras enormes, como de antigas ruínas gregas, mas em bom estado, James rasteja por minutos quase intermináveis até que encontra alguém usando roupas típicas, de época da Grécia de alguns séculos atrás, um homem com aparência de soldado parecia estar de ronda mas por algum motivo desconhecido estava sozinho.

Enquanto James rasteja o homem com a lança lhe fala:

-Ei você, esta tudo........ não com certeza não esta tudo bem, mas afinal quem é você Cavaleiro?
James continuou rastejando sem responder a indagação, as filmagens não mostram mas aparentemente o repórter estava bem machucado, e logo em seguida ele é erguido pelo soldado grego que posteriormente se mostrou ser o mesmo soldado que veio pedir abrigo na Igreja, ele guardou as filmadoras de James consigo e depois chamou por ajuda e a história do repórter por enquanto se encerra ai, daí para frente as filmagens apenas mostram as amazonas com seus rostos descobertos, em momentos pessoais e por conseqüência a prova incontestável que o soldado desrespeitou a lei das amazonas e é caçado por elas e por mais alguém. 

O mesmo viajante viking do lado de fora da Igreja via e ouvia tudo, de alguma forma ele enxergava através dos olhos dos 3 homens na enfermaria, a pupila de seus olhos era azul muito intenso enquanto isso, mas logo voltou ao normal. O viajante viking pensa consigo mesmo:

-Os deuses me favoreceram dessa vez, cheguei antes que fosse tarde.

Foi então que o nórdico olhou para a cruz de madeira vazia diante da Igreja, uma cruz grande maior que qualquer homem e então ele falou em voz alta:

-Que o Senhor desse templo me permita entrar em sua casa, prometo que respeitarei seu solo Deus dos deuses.

Feito uma pequena prece em sinal de respeito ele meditou em sua mente:

-Odin quis que eu viajasse pelo mundo para redimir Asgard por ter permitido que Poseidon usasse uma das servas dele como marionete, no entanto, o senhor do Valhalla não me deu uma missão e nem uma direção e sim foi o outro que, de acordo com as canções, estar acima até mesmo de Atena e possivelmente também acima de Odin pai dos deuses nórdicos. 

O alto e estranho homem caminhava para a porta dupla da Igreja que estava aberta, alguns membros que cuidam da manutenção do templo observavam o homem com certa desconfiança, mas tentaram ser sociáveis.

-Pois não senhor, podemos ajudar? Seja bem vindo. 

Uma moça foi quem teve a coragem de lhe falar e ele respondeu:

-Procuro por um Pateta, um homem que entrou nesse templo sem ser convidado e esta falando agora mesmo com seus sacerdotes, preciso vê-los imediatamente, traga-os até mim donzela e não tema, apesar de minha aparência rude não venho em guerra, venho em paz.

O Viking puxou uma das mãos da moça e beijou para mostrar simpatia, apesar de não demonstrar que estava de galanteios a moça ficou de bochechas rosadas, mas enquanto isso dentro da enfermaria os três debatiam entre si.

O Reverendo protestante perguntou:
-Hum olha amigo, porque você viu o conteúdo das fotos e da câmera certo? Porque não falou com seus superiores?

O Padre também pergunta:

-Essas fotos....... você sabe o que essas escrituras e símbolos significam meu rapaz? Talvez devesse confiar nas autoridades para isso. 

O Soldado respondeu:

-Olha pode parecer loucura para vocês, mas o sujeito que estava de armadura, que eu acho ser um Cavaleiro ele disse que não devo confiar em ninguém, só que ele pegou na minha mão e me disse isso estando INCONSCIENTE, é a primeira vez que vejo algo assim. E as costas da armadura dele estavam danificadas, o que é mais estranho é que a armadura sagrada dele parece que não pertence a nenhuma das 88 constelações, além disso não sei dizer mais nada.

O Reverendo novamente persiste na questão:

-No Santuário ainda existem muita gente que é um tanto tradicional demais e eu sempre tive curiosidade pelo mundo lá fora e sua modernidade, algo que nem sempre é bem visto no Santuário, então guardei pra mim as câmeras e comecei a me divertir com elas heheheh....... bom mas seja como for no final das contas eu não queria mesmo falar com ninguém mesmo, não só por causa do aviso desse tal de James, mas também por toda palhaçada que aprontavam comigo, sabe nunca foi um bom candidato a Cavaleiro de Atena e nem pra ser soldado de fileiras, tive sorte de ser apenas um guarda, muita gozação em cima de mim e sempre cresci ouvido que nunca passaria daquilo, então que eles, como vocês mesmo dizem, que se explodam.

O Guarda do Santuário desabafa fazendo um gesto de explosão com as mãos quando termina seu desabafo. E continuou:

-Mas tive que sair do Santuário mesmo de qualquer forma, além das amazonas que querem me matar, dos falsos amigos que tenho que zombam de mim, de alguma forma, durante dias, eu senti que deveria fazer algo maior, diferente, mesmo que não fosse algo realmente grande, mas que fosse grande o bastante para os outros me respeitarem, ou era dor na consciência mesmo misturada com tudo, enfim vocês entenderam. 

O guarda olha para o lado e diz olhando para a janela:

-De qualquer forma, um lampejo em minha mente me dizia que eu deveria sumir e levar esses aparelhos para o mais longe possível de quem quer se seja, minha vida e a vida de todos estavam em risco, depois disso sinto como se alguém tentasse me matar todos os dias, mas por algum milagre dos deuses eu consigo escapar mesmo sendo meramente um mortal, tsc, as vezes acho melhor que tudo acabe mesmo.

O guarda termina a frase com um tom depressivo. O Pastor protestante o repreende:

-Não fale assim homem, Deus, nosso Senhor Jesus Cristo quer que você viva e viva em abundância........

Antes de terminar a frase o guarda do Santuário replica:

Olha reverendo se o senhor crer mesmo em Deus isso é bom, mas pra eu acreditar novamente em alguém superior que olha por nós do alto céu eu vou precisar ver um milagre dos grandes, dos beeeeeemmmmm grandes.

Nesse momento uma das pessoas que ajudam na manutenção do Templo entra pela porta:

-Pastor, Padre, desculpe interromper, mas tem um homem ai fora procurando pelo soldado.

Todos nesse momento ficam apreensivos, ninguém sabe se o tal homem é amigo ou inimigo. Mas uma atitude corajosa era esperada dos homens santos e do guarda.
O Padre fala:

-Meu amigo esconda-se lá no fundo, Isabela mostre a ele onde ficar, quero ver quem é que entrou na Igreja.

O Pastor também fala:

-Vou com o senhor também meu amigo.

Enquanto isso o guarda do Santuário é guiado pela jovem que entrou na enfermaria. 

A dupla de sacerdotes seguem juntos até as primeiras fileiras de cadeiras ter com o homem nórdico, e o viajante viking enquanto isso observava o lugar principalmente a enorme cruz vazia de prata no centro interior do púlpito, mas sua atenção agora voltasse para os dois homens, o padre e o pastor.

O Viajante Viking os observa e pensa:

-Devem ser os guardiões desse templo, vejo um cosmo pequeno em suas volta, mas de luz branda e pacifica, falarei com eles.

Enquanto os dois homens santos se aproximam eles percebem um homem de traços e vestimentas típicas de um nórdico asgardiano, meio apreensivos o padre lhe fala primeiro:

-Bom meu rapaz, o que quer com ele exatamente?

O voto do cristianismo assim como de algumas outras religiões proíbem a mentira então nem o padre e nem o pastor poderiam faze-lo. O nórdico se apresenta:

-Muito prazer senhores, meu nome é Sven de Thor da Estrela Gamma e venho em uma busca, uma cruzada santa, não temam a mim, não venho trazer conflitos, mas como guerreiro de Asgard em busca de redenção venho trazer avisos, ou melhor alerta ao mundo todo, e um Deus que pouco conheço, que é lembrado por aquele símbolo ali detrás do altar me disse que eu deveria viajar em busca de pessoas que seriam heróis com um papel especial na próxima guerra santa que já começou, todos devem lutar é claro, mas alguns em frentes de batalha diferentes.

O Pastor interrompe:

-Guerra Santa? Uma Jyhad? Você não tem nada haver com aqueles loucos homens-bombas e seqüestradores de crianças por ai não né.

Sven responde:

-Não, não tenho vínculos com os bandidos, como eu disse sou um guerreiro de Odin, ele incumbiu que heróis de Asgard limpassem a honra de nossa terra natal, porém ele não nos deu uma direção, acredito que o senhor dos deuses nórdicos não sabe o que se passa ainda e nos lançou a esmos por assim dizer, mas foi o seu Deus que me revelou a que direção tomar e assim buscar salvar os inocentes desse mundo e salvaguardar os eleitos para os lugares de maior destaque dessa batalha e o homem que vocês escondem aqui é um deles.

Então Sven prosseguiu:

-Mas ele não esta preparado para a guerra, não pode ser chamado de Cavaleiro do futuro e sim apenas um guerreiro comum, ele assim como vocês possuem um conhecimento proibido embora ainda não saibam e isso sentenciou-os a morte, todos vocês ovelhas pequenas, pois quem quer matar este homem que vocês abrigam possui copias de registros proibidos, que podem nos deixar em pé de igualdade nesse futuro incerto que se aproxima.

O Pastor escutou o nórdico atentamente e ficou impressionado, parecia que as palavras de Sven eram verdadeiras, então lhe perguntou:

-Deus falou com você tudo isso? Como podemos saber que é tudo verdade o que você disse.

O Padre também pergunta:

-Por que Deus falaria com você? Sven, você nem ao menos é cristão.

Sven responde calmamente, já esperando pela incredulidade de ambos, ou melhor dos outros ajudantes e faxineiros que ouviam a conversa, eles estavam atentos e pertubados.

-Essa resposta vocês mesmos terão que saber perguntando diretamente a Ele, sei que ele me deu esse dever santo, assim como Odin me deu um dever que devo cumprir.

O Pastor e o Padre se calam, percebendo que Deus escolhe qualquer um para grandes obras a qualquer momento, segundo sua vontade, ou aquele homem chamado Sven possuía algo que poucos cristãos realmente possuem.

-Pois bem darei uma prova de minha honestidade antes que me peçam.

O guerreiro do gelo tirou algo escondido de sua pequena capa em suas costas dois martelos de combate e os segura um em cada mão, nesse momento os homens de Deus temeram por suas vidas, mas Sven os oferece para que fiquem com ambos como uma garantia.

-Tomem, peguem, segurem, deixarei com vocês até que acreditem em minhas palavras, mas sejam rápidos pois até mesmo os mais fortes em breve serão vitimas do mesmo homem.

Ambos os homens santos seguram os martelos nórdicos e se perguntam mutuamente:

-De quem você esta falando?

Sven responde com apreensão:

-Do mais habilidoso e poderoso caçador que já existiu, Ninrode o Poderoso Caçador e instigador, aquele que provoca a ira dos deuses e converte homens em seus seguidores mais fervorosos.

O Pastor continua:

-Ninrode? Ele ainda vive?

Sven curioso pergunta:

-Já ouviu falar dele?

O Pastor responde:

Sim, ele foi um caçador tão habilidoso que ousou desafiar até Deus, mas achei que ele tivesse morrido a milhares de anos atrás.

Sven prossegue:

-Infelizmente os deuses o trouxeram de volta a este mundo, a Midgard mas não como um homem e sim como um semideus morto-vivo.

O Padre ajeita os óculos e continua enquanto faz força para manter em mãos o martelo que apesar de pequeno era pesado.

-Sua história é intrigante, você disse também que nossas vidas estão em risco, o que ele almeja? Um gigantesco sacrifício para o retorno dos deuses mortos?

Sven responde:

-Isso eu já não sei lhes dizer com certeza, mas sei apenas que, no momento seria melhor que os senhores e todos desse solo sagrado abandonassem este lugar, pois os perseguidores do guarda do Santuário podem chegar a qualquer momento se descobrirem que ele aqui se encontra, na realidade é apenas uma questão de tempo, pois eles querem destruir a cópia de seus pergaminhos contidas naquele estranho aparelho moderno e toda e qualquer testemunha indesejada que tenha posto os olhos no mesmo. Contudo acredito eu que eles não sabem que nos quatro o vimos ainda, então os senhores estão ainda em uma relativa segurança. 

O Padre e o Pastor se olham pois perceberam que o nórdico lhes contava uma história absurda mas que fazia sentido mas ainda se perguntaram:

-Você já viu o conteúdo das câmeras como? Você não estava lá conosco.

Sven respondeu:

-Tenho um dom muito diferente das outras pessoas, eu não posso ler pensamentos, mas posso, até certo limite de distância, ver e ouvir tudo que os outros olham e escutam, vi todo o conteúdo dessas tais câmeras que vocês chamam aquelas engenhocas confusas, e sei também que as Amazonas do Santuário também querem a cabeça dele e talvez a de vocês também por verem as fitas, mas acho que com os senhores e comigo elas nos deixariam em paz, bom talvez, pois mal as conheço. Mas se ainda não confiam em mim então eu esperarei aqui mesmo que chamem a milícia ou policia, acho que é assim que vocês os chamam, não irei reagir.

O Padre mais confiante nas palavras do estranho Sven decide dar um voto de confiança:

-Iremos lá para dentro e discutir o assunto, levaremos os seus martelos se não se importa.

O viajante nórdico concorda com os termos ele se acomoda em um dos assentos da Igreja abaixa a cabeça e espera com uma relativa paciência, porém os minutos parecem horas e nesse meio tempo ele observa todo o lugar, parecia curioso e maravilhado por estar ali, apesar de ser uma Igreja de médio porte, mas como um nórdico conhece os ventos frios da Europa no inverno ele sente que um ar quente e seco se levanta desde o lado de fora da construção sagrada, apesar do dia esta ensolarado e com poucas nuvens no céu ele estranha a sutil mudança no clima, o ar seco e quente também torna-se um pouco mais pesado, uma brisa começa a soprar trazendo areia como se fosse do deserto.

Sven usa seu dom para tentar saber se alguém lá fora seria o responsável por isso, seus sentidos vão de um lado para o outro buscando respostas nos olhos e ouvidos dos outros, a principio nada de errado até ele ver e ouvir através de guerreiros usando uma couraça, um tipo de armadura vermelha correndo pelas ruas e saltando sobre os prédios.

Sven pensa consigo mesmo:

-Quem são eles? Parece que conseguiram o rastro do homem do Santuário..... eles o encontraram por minha culpa, maldição eu acidentalmente os trouxe aqui.

Sven ouve as conversas dispersas dos guerreiros de armaduras vermelhas e descobriu que por causa do seu descuido eles descobriram o dom de Sven e o usaram sutilmente contra ele mesmo, a Igreja já não é mais um lugar seguro. O Guerreiro nórdico se levanta e corre até as portas duplas dizendo aos diáconos e arrumadores da Igreja.

-Rápido escondam-se todos.

Alguns ficam sem saber o que fazer enquanto outros escutam e obedecem, em um gesto heróico ele fecha as portas do Templo estando ele mesmo do lado de fora, e logo em seguida caminha calmamente alguns passos e para logo em seguida, podia-se ver claramente agora suas armaduras vermelhas com um tom escarlate, tanto homens como mulheres, sua perseguição estava quase no fim, sua busca pelo sangue de um homem bom, eles estavam tanto nos autos dos prédios como no chão, vindo em direção a Igreja e a única resistência que encontraram no momento foi o guerreiro nórdico, seus olhos e sorrisos sádicos diziam tudo, suas armas, espadas e lanças prontas para finalizar com sua presa. 

Sven os encara sem temor algum e sendo rapidamente subestimado alguns poucos guerreiros avançam em sua direção como se ele não fosse um oponente se quer.

-Esta distante de sua terra viking, não deveria estar aqui, mas muito obrigado por nos poupar tempo e esforço, você fez isso por nós, agora é hora de receber seu devido galardão.

Junto com o guerreiro que “lhe agradecia pela ajuda” outros dois o acompanhavam e quando se aproximaram um pouco mais do Viking o lanceiro tenta lhe cravar a lança no peito, mas Sven é mais rápido e segura a lança com uma das mãos apenas e antes do seu inimigo pudesse contra reagir ele puxa a arma para um lado, o inimigo se atrapalha com o movimento rápido e Sven lhe desfere um potente soco que o faz cair no chão, os demais estranham a bravura do nórdico e decidem acabar logo com ele, mas o Asgardiano é hábil na arte da esquiva e escapa dos golpes e contra atacando-os com poderosos chutes e socos, um dos inimigos e jogado contra a cruz de madeira que esta em frente a igreja, os demais guerreiros de armaduras rubras observam algum tempo e logo um deles lhes da uma ordem.

-Estão com medo de um só homem? Rápido acabem com ele.

Mas para a surpresa destes, o nórdico esta preparado para combater múltiplos oponentes e com uma voz poderosa ele exclama.

-PALMAS DO TROVÃO.

E chocando uma mão com a outra ele cria um cone que atinge todos os que tentam subjuga-lo até a morte, eletrocutando-os e enfraquecendo a outros, os que estavam caídos e que tentavam se levantar agora viam-se diante de um oponente que sabe usar o Cosmo, alguém que pode até mesmo causar rachaduras em suas couraças e armas, Sven estava em posição de combate pronto para mais, foi então que lâminas de arremesso eram arremessadas em sua direção, uma delas Sven consegue segurar enquanto outras quase o atingem, acertando de raspão o guerreiro enquanto este esquivava-se delas, que posteriormente atingiam as portas da Igreja, vendo-se que precisava de mais do que golpes precisos e poderosos Sven invoca seus martelos.

-Martelos sagrados de Mjornir eu os invoco, venham até mim. 

Do lugar onde o padre, o pastor e o guarda mais alguns outros estavam, os martelos brilham e tremem em cima da mesa onde estavam e voando vão até as mãos de Sven, contudo o par de armas abre caminho entre as paredes da Igreja e ambos chegam até o guerreiro nórdico, que os segura com firmeza, ao ponto de emitirem uma ligeira corrente elétrica entre os braços do guerreiro. Nesse instante ele para em um local fixo e começa a rebater as lâminas de arremesso, devolvendo-as contra seus atiradores e atingindo-os em suas armaduras, fazendo-os cair diante os seus próprios ataques.

Os guerreiros de vermelho temeram por suas vidas, Sven estava parado novamente mas dessa vez ainda mais desafiador que no inicio. Os ventos lhe eram favoráveis até que ouviu-se uma voz de mulher que ria do guerreiro mas ninguém conseguia ver de onde via ela.

-Hummm....... eu esperava que Deus mandasse um anjo para proteger este lugar mas ao invés de guerreiros celestiais eu encontro um herói pagão? Sinceramente não entendo o Criador.

Sven cruza os martelos em sua frente fazendo uma espécie de X com eles, depois de alguns segundos todo o cenário a sua volta parecia diferente, tudo estava com uma tonalidade rubra e uma linda mulher surgia trazida pelas areias que davam forma ao seu belo corpo escultural. Caminhando e rebolando ela se dirigia até Sven e os demais guerreiros abriam espaço para ela passar.

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Pontus Maximus
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